Atualmente virou febre entre mulheres com cabelos cacheados, crespos e enrolados. Mas Low Poo e No Poo pode ser utilizada por todas as pessoas que queiram tratar os cabelos de forma mais natural, sem agredir muito as madeixas.

A técnica menos agressiva que utiliza shampoos sem substâncias danosas aos cabelos têm chamado a atenção da mulherada

A técnica

São técnicas em que não usam sulfatos agressivos, apenas sulfatos mais leves e outros agentes limpantes que retiram as impurezas, mas não afetam a boa oleosidade, cheia de nutrientes e natural do couro cabeludo.

Outra premissa básica da técnica é que ela evita o uso de petrolatos presentes nos cremes. Isso deixa o fio livre para que agentes vitais possam agir profundamente. Por exemplo as ceramidas, queratina, hidratantes, entre outros, dando mais brilho nas madeixas.

Todos os tipos de cabelo têm resultados positivos diante do tratamento. Os oleosos (e também os que sofrem com caspa) interrompem o efeito rebote do shampoo agressivo, e os ressecados passam a conservar a hidratação que era interrompida.

A nomenclatura “poo” provém de “shampoo”. “No” quer dizer “não” e “low” quer dizer “pouco”. Traduzindo, o significado seria algo como “sem shampoo” e “pouco shampoo”. Aqui no Brasil, os nomes se referem à baixa quantidade de detergente usada. Porém, em outros lugares do mundo, o método significa uma rotina de nenhum ou pouco shampoo, literalmente.

Para quem e para que é indicado?

Normalmente os cabelos lisos têm mais facilidade para distribuir a oleosidade natural do couro cabeludo até as pontas. E, por esse motivo, eles não ressecam muito nem têm o famoso frizz dos cabelos com cachos. O formato espiralado desses cabelos cria uma distância maior para a oleosidade percorrer até chegar à ponta.

A indústria cosmética costuma utilizar um agente altamente limpante, chamado sulfato agressivo, pois na hora de lavar o cabelo, para a maioria das pessoas, bastante espuma é sinônimo de limpeza. De fato, eles limpam as impurezas do dia a dia, no entanto, também retiram a proteção natural do cabelo, o que pode trazer duas consequências: para os que já têm a oleosidade garantida, o corpo entende como “falta” dela e passa a produzir ainda mais (o chamado efeito rebote), e para os que têm falta dela, como indivíduos de cabelo cacheado, a consequência é um ressecamento fora do normal.

E depois não é só passar o condicionador no cabelo para ficar tudo certo. Até ficaria se os cremes usados não tivessem derivados de petróleo. Esses petrolatos são matéria-prima barata para os produtos e, aparentemente, conferem brilho e sedosidade aos cabelos, mas, como são artificiais, eles encapam o fio com uma película impermeável.

Como o fio está encoberto, nenhuma substância que trata o cabelo poderá penetrar nas camadas microscópicas internas que o constituem, e o ressecamento que o sulfato causa não é reparado.