Nós sabemos que nossa saúde também está diretamente ligada a nossa vida sexual. É por esse motivo que separamos algumas perguntas que toda mulher deveria fazer ao ginecologista, mas que muitas vezes passam despercebidas em meio a consulta. Confira!

1 – Dor durante a relação sexual é normal?

Um levantamento britânico, em cima de 7 mil entrevistas, revela que uma em cada dez mulheres sente desconfortos na vida sexual. Mas, a chateação afeta todas as idades e infelizmente ainda é tabu no consultório. A boa notícia é que muitas vezes, a causa por trás desse incômodo pode ser identificado no consultório.

As dores na relação podem ser do tipo profunda ou superficial. Endometriose, pólipos, DSTs e até condições como prisão de ventre e bexiga cheia levam ao incômodo durante a penetração. Já alergias, infecções urinárias, vaginismo e vulvodínia são as principais razões da aflição logo na entrada da vagina. Por isso, tire todas as suas dúvidas no consultório, sem vergonha!

2 – Urgência em ir ao banheiro preocupa?

A chamada “bexiga hiperativa” pode estar associada a ansiedade e depressão. Mas é ideal conversar com seu ginecologista para fazer exames e ver se está tudo em ordem em seu organismo.

3 – Preciso fazer testes para DST?

Hoje os médicos só pedem os exames se há suspeita de doença sexualmente transmissível, porém, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou uma resolução orientando ginecologistas a prescrever os testes a todas as pacientes. Isso evita constrangimento e atrasos na detecção, mas se o médico não solicitar os testes, peça a ele.

4 – O que dizem as secreções?

Toda vagina saudável produz e libera fluidos. Mas atenção, essa secreção é formada por líquidos da mucosa vaginal e do colo do útero e pelas bactérias naturais, que ajudam a umedecer, limpar e lubrificar a região. No entanto, quando algo não vai bem, as secreções mudam de cor, textura e cheiro.

Transparente ou esbranquiçada
É sinal de que as coisas estão numa boa. Mas o que algumas mulheres não sabem é que umas produzem mais e outras menos. O odor pode variar, mas não é muito forte.

Branca e leitosa
Se estiver acompanhada de coceira e vermelhidão local, é candidíase na certa. Ainda assim, não costuma ter cheiro. É preciso tratar.

Amarelada ou esverdeada
Pode ser vaginose, causada por uma bactéria e marcada por um odor bem ruim, ou tricomoníase, DST que nem sempre muda o cheiro.

5 – Como lidar com o ressecamento vaginal?

Esse é um problema que afeta ou vai afetar todas as mulheres em algum momento ao longo da vida. O ressecamento pode ocorrer em diversos períodos, especialmente antes da menstruação, no pós-parto e durante e após a menopausa. A solução é hidratar a vagina, com cremes ou via de reposição hormonal, se não houver contra indicações.