A redução de orelha pode ser feita junto com a otoplastia? Essa é a dúvida de muitos pacientes que chegam ao consultório com dois problemas estéticos que, embora distintos, podem aparecer de forma combinada.

A macrotia e a orelha de abano podem, sim, afetar um mesmo paciente. A única solução para esses dois problemas é a cirurgia plástica. Portanto, nada é mais natural do que o desejo de resolver tudo em um único procedimento, evitando sucessivas internações e até mesmo o incômodo de vários períodos pós-operatórios.

E você, também quer saber se é possível fazer a otoplastia e a redução de orelhas em uma cirurgia? Isso é o que vamos contar neste post. Então, continue a leitura!

Orelhas de abano x orelhas grandes: qual é a diferença?

Algumas pessoas confundem um pouco essas situações, acreditando que se trata do mesmo problema. Porém, não é isso que acontece.  Nem sempre, quem tem orelhas de abano apresenta também orelhas grandes. Entenda as diferenças:

Orelhas de abano

Algumas pessoas têm orelhas de tamanho completamente proporcional ao restante da cabeça. Porém, se o ângulo de abertura for maior que o normal, o resultado é o quadro conhecido orelhas proeminentes, popularmente chamadas de “orelhas de abano”.

Portanto, em vez de as orelhas ficarem rentes à cabeça, sua parte mais externa fica afastada. Assim, elas ganham destaque e aparecem mesmo quando a pessoa cobre com os cabelos, causando constrangimentos.

A correção das orelhas de abano é muito simples. Embora existam diferentes maneiras para realizar esse procedimento, geralmente o cirurgião segue os seguintes passos:

  • faz uma incisão atrás da orelha, acompanhando a dobra da pele;
  • remove o excesso de tecido cutâneo (da pele);
  • liga a cartilagem, deixando a orelha mais maleável;
  • sutura as incisões para finalizar o procedimento.

 O objetivo desses passos é reconstruir a dobra anti-hélice. Portanto, ao final do procedimento, a orelha cicatriza nesta nova posição e deixa de se destacar lateralmente.

Orelhas grandes

As orelhas grandes são um problema diferente das orelhas de abano. O quadro, também conhecido como macrotia (macro = maior, grande), faz com que esses órgãos sejam desproporcionais ao tamanho da cabeça.

Mas afinal, o que são orelhas grandes? Existe uma base de comparação e um tamanho considerado normal? 

Tecnicamente, sim. Uma orelha pode ser considerada normal quando tem determinadas características tanto no que se refere ao tamanho quanto à posição. Então, veja que critérios são esses:

  • mede de 6,5 a 7,5 cm de altura, com uma largura de 50 a 60% dessa medida;
  • localiza-se nos seguintes limites: projeções laterais das sobrancelhas e do ponto mais baixo do nariz.

Portanto, se a orelha não atende a esses critérios por ter um tamanho muito pequeno, muito grande, ou mesmo posições diferentes, a pessoa pode procurar uma solução cirúrgica. Para isso, basta que se sinta incomodada com a situação.

A cirurgia que corrige as orelhas grandes é a otoplastia redutora. No entanto, trata-se de um procedimento um pouco mais complexo que a simples correção de orelhas de abano. 

Nesses casos, o médico precisa realmente remodelar toda a orelha. Por isso, ele retira trechos de pele e cartilagem. Além disso, é necessário respeitar os sulcos e dobras naturais dessa região e também repetir os mesmos passos na outra orelha, alcançando o máximo de simetria possível.

Portanto, a otoplastia redutora pode ser comparada à montagem de um quebra-cabeças. É como se o cirurgião “retirasse peças” e reconstruísse a imagem, porém sem aqueles excessos iniciais.

Embora seja um procedimento simples e que envolve pouquíssimos riscos, ele é extremamente delicado. Assim, exige muita perícia por parte do cirurgião, que com sua experiência consegue criar um resultado estético excelente.

É possível fazer a otoplastia e a redução de orelha na mesma cirurgia?

É muito comum os cirurgiões combinarem os dois procedimentos. Afinal, não são poucos os pacientes que, além das orelhas de abano, também apresentam macrotia. 

O procedimento é delicado, como já destacamos. Porém, um cirurgião experiente e capacitado consegue fazer todas as alterações, deixando cicatrizes discretas e muitas vezes escondidas nas dobras naturais das orelhas ou atrás delas.

É fundamental que, para garantir sua própria segurança e um resultado satisfatório, você busque um cirurgião certificado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 

A certificação da SBCP é a sua garantia de que ele passou por todo o processo de formação, foi avaliado e demonstrou aptidão para realizar o procedimento e alcançar um excelente resultado.

Quer saber mais sobre a otoplastia? Confira um Guia Completo sobre essa cirurgia e não se esqueça de compartilhar o post com seus amigos nas redes sociais!