Conheça melhor o HPV, vírus que atinge 25% das mulheres do mundo e muitas vezes passa despercebido

Mais do que se preocupar com métodos anticoncepcionais, os casais devem, em suas vidas sexuais, ter precauções contra doenças. Especialmente agora, que foi descoberto que o HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus mais comum do que se pensava. Tão ordinário que muitas mulheres o têm e nem ficam sabendo disso. Mas que, se não for tratado, pode virar câncer de colo de útero e ter conseqüências muito tristes.

De acordo com estudos recentes, uma em cada quatro mulheres do mundo tem o papilomavírus humano – vírus que pode instalar-se no corpo sem se manifestar e só entrar em ação em um período de grande estresse, por exemplo. Isso ocorre porque o HPV não tem sintomas claros. Você pode sentir uma coceira, um pouco de dor durante uma relação sexual ou perceber um corrimento – sintomas clássicos – e não os associar a doença alguma.

Existem mais de 100 tipos de HPV e 30% deles, ou seja, aproximadamente 30, são transmitidos pelo sexo (os outros se manifestam na pele do resto do corpo). Alguns são considerados de baixo risco e provocam verrugas na área genital feminina (vagina, vulva, colo do útero) e masculina (pênis, bolsa escrotal). Outros, de alto risco, levam manchas ásperas brancas ou coloridas às mesmas regiões.

Visitar regularmente o ginecologista é muito importante, pois em seu consultório são feitos os exames que diagnosticam a doença.

Veja quais são eles:

Papanicolau

Exame comum que a mulher de vida sexual ativa deve fazer ao menos uma vez por ano. Ele não detecta o HPV, mas sim as alterações provocadas nas células genitais;

Colposcopia

Feito com o auxílio de um aparelho chamado colposcópio, aumenta em até 40 vezes a visão das células e permite que o médico identifique lesões;

Biópsia

Um pedaço do tecido da região é retirado para ser examinado;

Captura híbrida

O mais moderno de todos. Diagnostica a doença antes mesmo de ela apresentar sintomas.

Constatar a existência do HPV genital não é motivo para pânico. Percebido a tempo, ele tem cura e não se transforma em câncer de colo de útero (e mesmo o câncer, se tratado, tem solução). Os tratamentos consistem em destruir as células doentes, eliminando o mal pela raiz. Cauterização a laser, crioterapia (jatos de hidrogênio), aplicação de ácidos e uso de medicamentos são os mais comuns e são escolhidos de acordo com as condições da paciente.

Uma boa forma de se prevenir contra o papilomavírus humano é usar camisinha sempre, mesmo que outros métodos anticoncepcionais já sejam usados. Mas saiba que, em alguns casos, ele pode ser transmitido por roupas ou por outras partes do corpo (lembra que existem os HPV de pele?). Por isso, é possível uma mulher ter HPV e o seu parceiro não, até porque os homens costumam eliminar o vírus sem saber que um dia o tiveram. Nesse momento, o melhor que um casal pode fazer é conversar – o diálogo é a base de qualquer relação -, se dar apoio mutuamente e voltar a aproveitar a vida sexual assim que o tratamento acabar.