Um estudo revelou um novo comportamento nos Estados Unidos e que preocupa os médicos brasileiros, afinal, quem não gosta de “ganhar presente?”. Descubra tudo sobre a “Cirurgia Plástica de Presente”, uma nova categoria quando o assunto é surpreender alguém!

Um estudo realizado pela Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS), apresentou que 27% das mulheres gostariam de receber um procedimento de cirurgia plástica cosmética como presente, sendo que 20% dos homens entrevistados, também sentem esse desejo.

 

Mas, “ganhar de presente”?

Isso mesmo, nos Estados Unidos esse comportamento está crescendo cada vez mais e chamando a atenção da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos. Eles identificaram que os pacientes aproveitam para realizar os procedimentos de cirurgia plástica que ganharam de “presente” de familiares, amigos e namorados durante a temporada de férias de inverno (nosso verão brasileiro).

Porém, um procedimento cirúrgico não é um “presente” comum. Por esse motivo, a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos produziu um vídeo se posicionamento sobre o tema.

A moda que está começando a chegar no Brasil, levanta algumas preocupações. “Na verdade, a cirurgia plástica nunca deve ser encarada como um ‘presente’”, conta o cirurgião Ruben Penteado, (CRM-SP 62.735). Ele ainda orienta que deve-se fazer uma consulta com um cirurgião plástico antes de qualquer intervenção estética. “Ele irá orientar apropriadamente a pessoa sobre as possibilidades de intervenção cirúrgica adequadas ao caso dela”, explica.

Além do vídeo, a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, destacou alguns pontos que devem ser levados em consideração durante o processo:

  1. Não “presenteie” quem nunca mencionou o desejo de um procedimento plástico;
  2. Ofereça a consulta com a promessa de pagar pela cirurgia, se o paciente e o cirurgião acharem realmente apropriado;
  3. Clareza sempre! Nunca organize o processo como uma surpresa, afinal, ele deve ter acesso amplo e antecipado ao cirurgião plástico, para fazer sua própria escolha;
  4. O “presente” não é apenas a cirurgia. Lembre-se que quem você deseja presentear, também precisará de cuidados antes e no pós-operatório, tanto físico e principalmente emocionalmente. Lembre-se disso!

 

Mas, quais são os procedimentos mais desejados?

De acordo com o estudo, os procedimentos mais comuns e que são ofertados como presentes, nos EUA, são lipoaspiração (17%), abdominoplastia (11%), lifting facial (11%), toxina botulínica / e preenchimentos (11%).

 

Isso é tanto para o homem como a mulher?

Dentre as mulheres que participaram dessa pesquisa, 27% revelaram que desejam receber um procedimento de cirurgia plástica cosmética como presente e 32% dizem que estão abertas à ideia. Em contrapartida, apenas 20% dos homens pesquisados mostraram interesse em um procedimento cirúrgico como presente, de frente com 26% que estão abertos a ideia.

 

A idade, conta?

Sim, afinal, 37% dos jovens e integrantes da geração X, segundo pesquisas, são “muito dispostos” ou “um pouco disposto” a conversar com alguém sobre o desejo de receber um procedimento de cirurgia plástica como presente. Apenas 25% dos idosos estariam preparados para discutir sobre uma cirurgia plástica como presente.

 

E quem daria este presente?

A pesquisa identificou que os homens oferecem um procedimento cirúrgico ao seu parceiro (homem ou mulher: 34%), seguindo de um amigos (21%) e da mãe (10%).

Já se às mulheres oferecessem um procedimento de cirurgia plástica, seria principalmente para uma amiga (26%), seguindo para a mãe (20%) e outra pessoa significativa (11%).

O cirurgião Ruben Penteado defende a ideia de que um “presente” deste deve seguir os desejos da pessoa surpreendida. “Se um ente querido sonha em realizar um procedimento, mas não pode pagar, a cirurgia plástica pode ser um presente que muda a vida dessa pessoa. Mas, se o seu marido nunca mencionou uma blefaroplastia, um ‘presente’ como esse pode enviar uma mensagem errada”, comenta. “A cirurgia plástica – assim como qualquer presente – deve ser um desejo do coração. Deve ser verdadeiramente um presente para o paciente e não para o doador”, finaliza o membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.