Este mês é marcado pelo movimento Outubro Rosa, campanha de alerta sobre o câncer de mama. Essa doença é hoje apontada como a segunda principal causa de morte entre mulheres nas Américas. Portanto, é importante tratarmos desse assunto, desvendando alguns mitos e mostrando como é possível preveni-la.

Então, para você que é fã do blog e está sempre em busca de dicas para ficar linda por dentro e por fora, este post foi feito para ajudá-la! Vamos abordar aqui, a partir de fontes seguras e confiáveis, os principais fatos sobre essa doença e mostrar o que pode ser feito para combatê-la.

Ocorrência do câncer de mama no Brasil

Embora os homens também estejam sujeitos ao câncer de mama, 99% dos casos diagnosticados com são em mulheres. Por isso, a campanha de prevenção tem como foco esse público e usa a cor rosa para chamar a atenção para o tema.

De acordo com o Inca, que é o Instituto Nacional do Câncer, a estimativa é de que quase 60 mil brasileiros serão afetados pelo câncer de mama entre 2018 e 2019. A doença é rara em mulheres que ainda não completaram 35 anos. A partir dessa idade, a incidência cresce progressivamente e os riscos de desenvolvê-la se tornam ainda maiores depois dos 50 anos.

 

Riscos do câncer de mama

Há tipos diferentes de câncer de mama. Existem tipos de tumor maligno que evoluem muito rápido, enquanto outros têm um desenvolvimento lento. Porém, o que se sabe é que o diagnóstico precoce é muito importante para o sucesso do tratamento,  podendo elevar a chance de cura a 95%.

Isso acontece ao detectar o problema nos estágios iniciais, quando a extensão do tumor ainda não é tão grande e ainda não houve metástase. Por isso, o governo e as organizações fazem questão de alertar o público e mostrar que as mulheres devem realizar exames periódicos.

 

Causas do câncer de mama

O câncer de mama é causado por uma série de fatores. Não existe um único motivo que provoca a doença, mas um conjunto deles. Para tornar a compreensão mais fácil, vamos dividi-los em três grupos:

Fatores genéticos e hereditários

 

Um grupo de pessoas nasce com uma mutação genética transmitida pela família. Uma delas é a alteração dos genes BRCA1 E BRCA2, que aumentam as chances de desenvolver o câncer de mama em até 80%. Porém, apesar dessa estatística, apenas 5 a 10% dos pacientes apresentam essa condição. Portanto, ela não representa a maior parte dos diagnosticados com a doença. Alguns sinais de alerta mostram se as pessoas devem ficar atentas a essa possibilidade:  

  • Se a família possui histórico de casos de câncer de mama, especialmente se eram mulheres jovens;
  • Ocorrência de câncer de mama em homens da família.

Embora esses sinais sejam importantes, eles apontam apenas uma probabilidade. A confirmação é feita por meio de exames específicos. É por isso que, em sua consulta anual com o ginecologista, ele faz essas perguntas sobre o histórico familiar. Então, se essas situações aconteceram com seus parente consanguíneos, relate-as ao médico para que ele fique atento a essa possibilidade.

 

Fatores endócrinos ou relativos à reprodução

 

As pesquisas mostram que o consumo contínuo de estrogênio está relacionado ao surgimento do câncer de mama. Isso pode acontecer com mulheres que:

  • Tiveram a primeira menstruação (menarca) ainda muito novas, antes dos 12 anos;
  • Chegaram à menopausa após os 55 anos de idade;
  • Tiveram a primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não tiveram filhos;
  • Usaram anticoncepcionais orais durante muito tempo;
  • Fizeram terapia de reposição hormonal após a menopausa e por tempo prolongado.

 

Fatores ambientais e comportamentais

 

Nossos hábitos também são muito importantes para a prevenção de vários tipos de câncer, inclusive os de mama. Porém, a boa notícia é que esses fatores podem ser totalmente controlados por nós. Afinal, se referem ao modo como nos alimentamos, à prática de exercícios físicos, ao uso do cigarro e bebidas alcoólicas. Portanto, mudar o nosso estilo de vida é um poder que está em nossas mãos, e ele pode contribuir para evitar a doença.

Entre os principais fatores comportamentais e ambientais relacionados ao surgimento do câncer de mama estão:

  • Ingestão de bebida alcoólica;
  • Sobrepeso e obesidade após a menopausa;
  • Tabagismo (uso do cigarro);
  • Exposição frequente ou em altas doses à radiação ionizante (exames de imagem, além da radioterapia).

 

Mitos referentes às causas do câncer de mama

Frequentemente, surgem alguns mitos que atribuem o surgimento do câncer de mama a causas diversas. Elas circulam em blogs de procedência duvidosa, redes sociais e correntes de WhatsApp.

No entanto, se você receber alguma dessas informações e não encontrar as mesmas informações na lista acima ou em sites confiáveis — Inca, Oncoguia e outras instituições sérias, que baseiam suas informações em pesquisas — não fique alarmada. Hoje em dia, qualquer pessoa pode criar e publicar conteúdo, o que não significa que seja verdade.

Quer alguns exemplos? Existem pessoas dizendo que o câncer de mama está associado ao uso de certos desodorantes! Outras, que o problema é usar sutiã. Também não podemos nos esquecer dos que dizem que as próteses de silicone causam a doença. Todas essas informações são falsas e não há nenhuma pesquisa que as comprove.

Sobre os implantes, por exemplo, não existe nenhuma base científica para essa informação. Primeiramente, o silicone usado para fazer as próteses simplesmente não é tóxico. Ele não contamina o corpo porque é bem diferente da substância utilizada na indústria. Assim, ele não transmite nenhum tipo de agente cancerígeno para o corpo da paciente.

Em vez de se concentrar nesses boatos, é fundamental que as mulheres conheçam as causas corretas do problema, os sinais para detectá-lo e os meios de prevenção, que é o que você está fazendo ao ler este artigo.

Sintomas do câncer de mama

Como já mencionamos, o ideal é diagnosticar o câncer de mama precocemente. Isso significa que, em exames periódicos, os médicos conseguirão detectar células tumorais mesmo antes de elas produzirem sinais e sintomas.

No entanto, é importante que as mulheres conheçam esses sinais. Assim, elas conseguirão perceber evidências desse problema e procurar o apoio do profissional de saúde para realizar os exames e outros procedimentos diagnósticos.  Os principais sintomas são:

  • Presença de nódulos fixos e endurecidos que podem ser sentidos mediante palpação, tanto na região da mama quanto das axilas e até do pescoço;
  • Alterações da pele na parte da mama que cobre o nódulo, como retrações (afundamento), enrugamento, cor avermelhada ou a textura de uma casca de laranja;
  • Saída espontânea de líquido dos mamilos;
  • Alterações no bico do peito.

 

Prevenção do câncer de mama

Como você viu, existem alguns dos fatores causadores da doença que a mulher simplesmente não pode controlar. É o caso das mutações genéticas, idade da menarca ou da menopausa, além da exposição à radiação ionizante, quando ela é realmente necessária. Contudo, outro conjunto de causas do câncer de mama pode ser evitado: uso de anticoncepcionais orais, sobrepeso, uso do cigarro e bebidas alcoólicas, entre outros.

Portanto, você só tem a ganhar quando muda seu estilo de vida e passa a se alimentar de forma adequada, praticar exercícios e evitar hábitos não saudáveis. Essa é a principal forma de se prevenir não só do câncer de mama, mas de uma série de doenças.

Além dessa prevenção, é fundamental realizar os exames de acordo com a orientação do médico. O intervalo entre eles varia de acordo com o histórico de cada paciente. Assim, se a mulher apresenta um ou mais fatores de risco, é normal que ele solicite esses procedimentos com uma frequência maior. Isso também acontece à medida que a idade vai aumentando, já que a doença é mais comum em faixas etárias avançadas.

Vale a pena lembrar que os exames não evitam o câncer de mama. Quando é feito anualmente, esse conjunto de procedimentos detecta o problema logo no princípio. Assim, o tratamento é iniciado imediatamente, aumentando a chance de cura, como já explicamos.

Os principais exames para detecção do câncer de mama são:

Autoexame das mamas

Realizado pela própria mulher, no ambiente onde ela se sente confortável para apalpar o seios e perceber nódulos. Trata-se de um método eficiente, e os médicos relatam que o tumor é notado mesmo quando ainda é pequeno, com grandes chances de cura.

Mamografia diagnóstica

Geralmente é indicado para mulheres acima dos 35 anos, porque suas mamas já estão menos densas e permitem que o exame detecte lesões com maior precisão. Aliás, ele pode ser feito também por mulheres que colocaram a prótese de silicone.

Nesses casos, o único cuidado necessário é avisar o profissional de saúde que opera o mamógrafo. Ele regulará a máquina para que ela pressione um pouco menos suas mamas. O posicionamento também é um pouco diferente: ele fica um pouco mais para trás e, dessa garante que as imagens feitas realmente peguem todo o tecido mamário.

 

Mamografia de rastreamento

É um exame menos comum e a recomendação é de que ele seja realizado a cada dois anos e apenas em pacientes entre 50 e 69 anos, desde que não tenham nenhum sinal ou sintoma da doença.

Ultrassonografia

É outro exame de imagem muito eficiente para detectar lesões e tumores em estágio inicial. Ele é recomendado inclusive para mulheres jovens e com mamas densas, pois não tem a mesma limitação que a mamografia e consegue identificar nódulos mesmo em tecidos com essas características.

Quem solicita cada um desses exames é o seu médico, na consulta de rotina. Por isso, é importante retornar ao profissionais de saúde anualmente para verificar a saúde de suas mamas. A detecção precoce permite o tratamento efetivo, reduzindo a mortalidade da doença.

Agora você já tem as principais informações sobre as causas, sintomas e prevenção do câncer de mama. Conhecê-las é muito importante para alertar as mulheres e mostrar que elas merecem tirar um tempo para cuidar de si mesmas e realizar esses exames.

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