Quem nunca ficou curioso para ver fotos do antes e depois da cirurgia plástica? Apesar do nosso interesse em comparar resultados, já faz anos que essa prática foi banidas pelos conselhos de vários profissionais da saúde, inclusive médicos.

Mas afinal, qual é a lógica por trás dessa proibição? É sobre isso que vamos falar neste post. Então, se você também quer saber por que os médicos não podem publicar esse comparativo, continue a leitura!

Proibição de fotos do antes e depois da cirurgia plástica

No Brasil, a publicidade médica precisa se adequar a uma série de normas. Entre essas regras, o Conselho Federal de Medicina proíbe o uso da imagem de pacientes para fazer propaganda, mesmo que eles concordem com essa exposição.

Embora as recomendações sobre o marketing médico não tenham a força de uma lei, a maioria dos profissionais que atuam nessa área entendem que devem respeitá-las.

Entre essas regras, está a proibição de publicar fotos de antes e depois de cirurgias plásticas. Além de evitar a exposição de pessoas comuns, a medida procura estimular o comportamento ético e não sensacionalista desses profissionais.

Motivos para evitar a exposição de comparativos da cirurgia plástica

Existem várias razões que levam o Conselho Federal de Medicina a fazer essa recomendação. Veja alguns deles a seguir:

1. Cada pessoa é única

É importante que a paciente saiba que cada pessoa é única. Portanto, um resultado que fica muito bem em outra pessoa pode não ter o mesmo efeito em você.

Quando se fala em beleza, ela está muito mais relacionada à harmonia com o rosto ou corpo, e não à reprodução do que foi feito em outro indivíduo, com características bastante diferentes.

2. Não é possível prometer resultados

O médico lida com o corpo humano. Por isso, mesmo que ele use todo seu conhecimento, cada organismo reage de uma determinada maneira. Assim, as pessoas podem ter resultados completamente distintos.

Portanto, mesmo que uma pessoa tenha ficado de uma determinada maneira depois da cirurgia plástica, isso pode não acontecer com você. Esse é mais um motivo para não publicar (e evitar comparações) com esse tipo de imagem.

3. É necessário preservar a privacidade e o anonimato

Segundo a Resolução n° 2.126/2015, o médico deve evitar a exposição desnecessária, especialmente em mídias sociais. É inadmissível, por exemplo, que esse profissional tire selfies em situações de trabalho ou atendimento aos pacientes.

O objetivo dessa resolução é garantir a preservação da privacidade e do anonimato, considerados inerentes ao exercício dessa profissão.

Portanto, quando o cirurgião plástico é ético e sério, ele segue essas orientações e não publica o antes e depois da cirurgia plástica de seus pacientes.

Caso você veja alguém ignorando a recomendação, é importante pensar: será que esse é o tipo de profissional que eu gostaria que cuidasse do meu caso? Se ele viola a ética agora, pode também violá-la ao tratar do meu caso?

Essa é uma questão relevante, que precisa ser levada em consideração antes de escolher o seu cirurgião plástico.